Helicópteros Robinson – Procedimentos de emergência no R22/R44 II

Os procedimentos de emergência devem estar em dia na memória do comandante, pois só assim ele saberá agir instintivamente e proceder corretamente em uma emergência real.

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Nesta continuação sobre os helicópteros Robinson, o resumo tratará sobre os Procedimentos de emergência dos modelos R22 e R44 II. Ambos podem ser consultados no manual “Pilot’s Operating Handbook”, na seção 3, de ambas aeronaves. Porém, neste post, tudo foi organizado de uma forma que facilitará os estudos ou revisões do conteúdo e ainda contará com informações complementares.

Proibida a reprodução sem autorização do autor.

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O R22 e o R44 II possuem três configurações de cabine e, como todo helicóptero exige tomadas de decisões rápidas, acredito ser viável exemplificar também o local das luzes de emergência de cada modelo, para não perder tempo procurando uma indicação de alerta ou entender do que se trata em suas letras miúdas:

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Antes do acionamento da aeronave, é possível identificar, no pré-voo da cabine, as luzes que costumam acender ao acionar o switch “Master” (Bateria). Caso alguma delas não acenda, o piloto deve abortar o voo e fazer uma vistoria até conseguir descobrir o motivo e consertar o problema, pois, sem tais alarmes, esse não será informado se a aeronave está enfrentando alguma pane em voo e isso pode comprometer a segurança da missão — lembrando que o acostamento mais próximo se encontra abaixo e não ao lado.

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Itens No Go dizem respeito aos sistemas que, caso não estiverem funcionando adequadamente, o piloto não deve prosseguir com o voo. Sem o medidor de OAT (Temperatura do Ar Externo) — o termômetro — e, num local desprovido de um CMA (Centro Meteorológico de Aeródromo), o piloto não terá recursos para consultar os importantes gráficos de desempenho que dependem da temperatura, tais como: Limit Manifold Pressure (limite de pressão de admissão), VNE (never exceed speed – velocidade nunca exceder), IGE (in ground effect – dentro do efeito solo) e OGE (out of ground effect – fora do efeito solo). O restante você pode consultar nas tabelas acima.

Vale frisar que todos os procedimentos citados neste post devem estar em dia na memória do comandante, pois só assim ele saberá agir instintivamente e proceder corretamente em uma emergência real. Em uma situação de risco iminente, um simples susto e uma respiração ofegante fará o seu o cérebro interpretar, em seu instinto primitivo de sobrevivência, que você se encontra “à frente de um predador”. Logo, a adrenalina, ao entrar na corrente sanguínea, estará te preparando para a fuga! Isso mesmo, o seu cérebro não quer que você pense e, sim, corra! E é aí que surge o famoso “me deu branco”, tão comum em palestrantes, alunos ansiosos diante uma prova e inclusive com alguns comandantes nos ares.

Talvez este seja um dos motivos pelo fator contribuinte “julgamento” estar em primeiro lugar nos acidentes aéreos. Então, antes que seu cérebro prejudique a sua capacidade de raciocínio e memória, tenha em mente tudo o que se precisa saber para agir instintivamente. Isso por si só já lhe deixará mais tranquilo, mesmo em uma situação de emergência real.

Abaixo veremos os procedimentos de emergência para as manobras em voo, na água e no solo:

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Keep flying and fly safe!

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COMENTÁRIOS

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    Dragone 1 ano

    Parabens pelo artigo

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